A importância do consumo de Óleo de Coco Extra Virgem

A importância do consumo de Óleo de Coco Extra Virgem
 
A agitação, a mídia, e as demandas das grandes cidades tem provocado mudanças significativas nos hábitos alimentares da população brasileira nos últimos anos.

As alterações no perfil alimentar dos brasileiros estão diretamente ligadas às transformações econômicas, sociais e demográficas que aconteceram no País nas últimas décadas. Em um Brasil mais urbano e com grandes exigências de cumprimento das jornadas profissionais, as pessoas dispõem de menos tempo para realizar suas refeições.
Historicamente, a cultura alimentar no Brasil teve sua origem na Colonização portuguesa, sofrendo inicialmente a influência de três raças: a branca, com a chegada dos portugueses nas terras brasileiras, a indígena, o encontro com o povo local e, a negra, vinda com os escravos que eram trazidos  da África.
Mais tarde sofreu ainda a influência de outros povos imigrantes, árabes, asiáticos  e outros europeus.
A transição nutricional ocorrida neste século resultou na chamada “dieta ocidental” caracterizada pelos altos teores de gorduras, principalmente de origem animal, de açúcar e alimentos refinados e baixos teores de carboidratos complexos e fibras.
Trazendo em consequência um maior numero de doenças crônico  degenerativas, demandando maiores preocupações para a saúde pública.

No geral observou-se um aumento no consumo de  carboidratos refinados e de ácidos graxos saturados e poli-insaturados. Dependendo da região do país, em maior ou menor grau.

O próprio óleo de côco era muito utilizado  na nossa culinária, com o tempo foi substituído pelos óleos vegetais como os de soja, milho e algodão, em nome da nossa saúde. Acreditava-se que o óleo de côco, por ser gorduroso, era prejudicial à saúde.

Hoje a ciência vem resgatando antigos hábitos nutricionais, incluindo o óleo de coco.

Alguns benefícios relatados em artigos publicados nos  últimos anos: 

Rico em proteínas e fibras, possui diversos outros constituintes que são extremamente benéficos para a saúde.

O óleo de coco possui os seguintes ácidos graxos: ácido capróico 0,3-0,8%, caprílico 5,5-9,5%, cáprico 4,5-9,5%, láurico 44-52%, mirístico 13-19%, palmítico 7,5-10,5%, esteárico 1-3%, araquídico até 0,04%, oléico 5,8%, linoléico 1,5-2,5%.é rico em óleos saturados, em especial ácido láurico e mirístico e contém uma grande porcentagem de glicerol. 
O glicerol é importante para o organismo, pois com ele o corpo produz ácidos graxos saturados ou insaturados, de acordo com suas necessidades.
O Óleo de Coco Extra Virgem possui ação termogênica que irá acelerar o metabolismo, gerando calor e queimando calorias. (Obesity Research, 2003; The Journal of Nutrition, 2002).
Ajuda a manter os níveis de insulina estáveis, resultando em sensações de saciedade e diminuindo a compulsão pelo consumo de doces e carboidratosem geral. 
(Journal Indian Medical Association, 1998; Bruce Fife's book The Coconut OilMiracle, 2004                                           
O óleo de coco, assim como a gordura do peixe, diminuem as concentrações de substâncias pró-inflamatórias no organismo, tais como TNF-alfa, Interleucina-1-beta e Interleucina-6. 
Ainda aumenta a produção no organismo da citocina antiinflamatória Interleucina-10, possuindo portanto  ação duplamente antiinflamatória.
Ação antioxidante, devida em grande parte pela presença de  vitamina E, na forma de tocotrienóis e tocoferóis.
Possui ação imunomoduladora, antiviral e antimicótica.
Cerca de 50% dos ácidos graxos do óleo de côco são ácido láurico. 
Ácido láurico é um ácido graxo de cadeia média, que é transformado em monolaurina no corpo humano. 
Monolaurina é antiviral, antibacteriana e destrói vírus revestidos de lipídeo, como o HIV, o vírus do herpes, citomegalovírus, da gripe, diferentes bactérias patogênicas
incluindo Listeria monocytogenes e Helicobacter pylori, e protozoários como a giárdia.
Em um artigo publicado no “ Indian Coconut Journal” em setembro de 1995, a Dra Mary Enig afirmou :
“O reconhecimento da atividade anti-microbiana da monolaurina tem sido registrada desde 1966. O trabalho embrionário pode ser creditado a Jon Kabara. Essa pesquisa anterior foi direcionada para os efeitos virucidais por causa dos possí­veis problemas relacionados com a preservação de alimentos. Alguns dos antigos trabalhos de Hierholzer e Kabara (1982), que mostravam os efeitos virucidais da monolaurina sobre ví­rus envolvidos em RNA e DNA, foram elaborados em conjunto com o Centro de Controle de Doenças do Serviço Público de Saúde Americano, com protótipos selecionados ou reconhecidos como envolvidos em membranas de lipí­dios de grande rigidez.”
A Dra. Enig afirmou em seu artigo, que a monolaurina, cujo precursor é o ácido láurico, destrói a membrana de lipí­dios que envolve o ví­rus bem como torna inativas bactérias, leveduras e fungos.
 
Diferentemente da gordura saturada das carnes, por exemplo, a do côco se compõe de ácidos graxos de cadeia média, considerados benéficos porque não são armazenados nas células – vão direto para o fígado e viram energia.
Daí a importância da não substituição da gordura por consumo excessivo de carboidratos, o que pode causar dislipidemias e aumento dos triglicerídeos e LDL. Mas sim o uso equilibrado dessa gordura saturada, que pode ‘compensar’ o consumo e necessidade de outros alimentos que causam ganho de peso, inclusiveO óleo de coco natural, ao provocar um aumento no HDL (bom colesterol), ajuda na prevenção de arteriosclerose e de doenças do coração.
Livre de gordura trans possui alto teor de ácidos graxos de cadeia média (ácido láurico), idênticos aos encontrados no leite humano.

Estudo epidemiológico elaborado por Kaunitz e Davrit (1992) em sociedades que se utilizavam do coco como alimento, onde se confirmou por um estudo da população, que uma dieta rica em óleo de coco não leva a um aumento dos índices de colesterol, nem das doenças coronarianas. Vale ressaltar que nessa sociedade não houve qualquer consumo de óleos hidrogenados. Apenas óleo de coco natural. 

A Dra Mary Enig registrou que os efeitos do óleo de coco em pessoas com baixo ní­vel de colesterol é justamente o contrário daqueles com um alto ní­vel. As pessoas com uma baixa contagem de colesterol, deverão apresentar um aumento de colesterol sanguí­neo, do colesterol LDL e especialmente do colesterol HDL. Já as pessoas com alto ní­vel de colesterol apresentarão uma redução dos ní­veis de colesterol total e colesterol LDL.

Óleos ricos em ácido láurico, como o de coco, têm boa demanda na indústria de alimentos e na quí­mica, devido a sua “baixa rancidade”, sua facilidade de derreter e sua habilidade de formar emulsões estáveis e espuma. Esses fatores têm levado o óleo de coco a ser usado como óleo de cozinha, gordura vegetal, substituto de gordura do leite em margarinas, biscoitos, bolos, sorvetes e cremes para bolos, também substituto da manteiga de cacau. Aliado a isso, o óleo de coco tem um maior “grau de digestibilidade”, que qualquer gordura, incluindo a manteiga e isso é devido a seu alto percentual de glicerí­dios assimiláveis (91%). Por isso foi usado como substituto da manteiga, especialmente na confecção de margarina, porém com a introdução de óleos hidrogenados na confecção de margarina e gorduras vegetais, o óleo de coco perdeu seu lugar privilegiado na indústria alimentí­cia, especialmente a partir da preocupação de usar óleos poli-insaturados para evitar as doenças coronárias, por aumento do colesterol. No entanto, estudos feitos com grupos na Polinésia, que utilizam grande quantidade de óleo de coco na sua comida, encontraram uma menor taxa de gordura no sangue que o grupo que consumia uma dieta no estilo europeu. Por isso o consumo de gorduras saturadas ou insaturadas na influência do ní­vel de colesterol no sangue, ou de doenças coronárias, deve ser analisada no contexto geral da dieta e do estilo de vida das pessoas.
                                          
A dose terapêutica diária deveria corresponder à  uma dieta rica em 24 gramas de acido láurico diariamente. 
Essa quantidade corresponde a aproximadamente 3,5 colheres de sopa de óleo de coco.
 

Dra Maria Elizabeth Ayoub.

Referências:

Maria Djiliah C. A. Souza e Priscilla Primi Hardt. Evolução dos hábitos  alimentares no Brasil.  Brasil Alimentos nº 15, agosto 2002.

Kabara, J.J. Antimicrobial agents derived from fatty acids. Journal of the American Oil Chemists Society 1984;61:397-403.
 
Mary G. Enig, PhD. More Good News on Coconut Oil.  December 2006.

Blackburn GL, Kater G, Mascioli EA, Kowalchuk M, Babayan VK, kBistrian BR.  A reevaluation of coconut oil's effect on serum cholesterol and atherogenesis. The Journal of the Philippine Medical Association 1989;65:144-152.
 
Enig MG. Diet, serum cholesterol and coronary heart disease, in Mann GV (ed): Coronary Heart Disease: The Dietary Sense and Nonsense. Janus Publishing, London, 1993, pp 36-60. 
 
Enig, MG.  Lauric oils as antimicrobial agents: theory of effect, scientific rationale, and dietary applications as adjunct nutritional support for HIV-infected individuals.  in Nutrients and Foods in AIDS (RR Watson, ed) CRC Press, Boca Raton, 1998, pp. 81-97. 

Enig MG, Atal S, Sampugna J and Keeney M. Isomeric Trans Fatty Acids in the U.S.Diet. Journal of the American College of Nutrition 1990;9:471-486.

Florentino RF, Aquinaldo AR. Diet and cardiovascular disease in the Philippines. The Philippine Journal of Coconut Studies 1987;12:56-70

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