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Avaliação da ação repelente dos óleos essenciais de tomilho (Thymus vulgaris) e de eucalipto (Eucalyptus globulus) em ixodídeos parasitas do coelho-bravo com vista ao controlo da Doença Hemorrágica Viral

RESUMO - 

Avaliação da ação repelente dos óleos essenciais de tomilho (Thymus vulgaris) e de eucalipto (Eucalyptus globulus) em ixodídeos parasitas do coelho-bravo com vista ao controlo da Doença Hemorrágica Viral - O coelho-bravo, Oryctolagus cuniculus, é presa chave para o equilíbrio do ecossistema. Face ao enorme declínio da sua população na Península Ibérica e sendo os ixodídeos um dos vetores do Vírus da Doença Hemorrágica Viral (VDHV), urge a necessidade de criar formas de controlo sustentáveis. Sendo que, a aplicação de repelentes de artrópodes à base de óleos-essenciais (OE) é uma medida crucial e promissora face às exigências ambientais e evidências obtidas. O presente estudo piloto teve como finalidade avaliar a ação repelente, através de bioensaios in vitro, dos OE de Eucalyptus globulus e de Thymus vulgaris, a 2,5% e 5%, em ninfas e adultos Hyalomma marginatum, Dermacentor marginatus e Rhipicephalus sanguineus. Para a obtenção de espécimes recorreu-se à sua captura e, quando necessário, procedeu-se à sua criação em laboratório. As fêmeas ingurgitadas, D. marginatus, submetidas a criação, ao fim de 19 dias do seu acondicionamento, confirmou-se a ovopostura numa das fêmeas, tendo outra iniciado a ovopostura no dia seguinte. Porém, ao fim de 34 e 56 dias na primeira e segunda fêmea respetivamente, os ovos aparentaram estar secos. Em relação às ninfas H.marginatum ingurgitadas, constatou-se o início das ecdises 25 dias após terem sido acondicionadas, o qual se prolongou por mais de 45 dias, obtendo cerca de 94,12% de mudas. Este estudo piloto abrangeu 6 bioensaios com 14 D. marginatus, 12 R. sanguineus e 54 H. marginatum. Para avaliar a ação repelente dos OE às espécimes utilizadas, recorreu-se a uma caixa de acrílico com o sistema Hemotek™, sangue de coelho-bravo e alguns estímulos que incitam o comportamento de busca do hospedeiro. No controlo negativo foi utilizado o óleo de coco, Cocos nucifera, inodoro. Foi realizada a contagem de ixodídeos em relação à distância ao limite exterior do papel de filtro, a observação da passagem pelo papel de filtro embebido no OE e a contagem de ixodídeos mortos no final de cada ensaio. Os resultados obtidos indicam que nenhum dos OE, a 2,5% e 5%, conseguiu repelir totalmente os ixodídeos, pois verificou-se a passagem pelo papel de filtro que continha o OE e não foram evitadas todas as aproximações. Porém, parecem sugerir que tenha ocorrido alguma atividade repelente, sendo ligeiramente mais evidente no OE de T. vulgaris. Por outro lado, parece ter existido alguma atividade acaricida nos OE testados, em ambas as concentrações. A continuação, amplificação e aprimoramento deste estudo é fulcral para obter um repelente à base de OE, para o controlo de vetores e das doenças transmitidas por estes, com um valor substancial de repelência e passível de ser usado no coelho-bravo, em ambiente selvagem

 

Fonte: https://www.repository.utl.pt/handle/10400.5/25533


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